Terapia por vídeo, para adultos.
Se você chegou desconfiando que online rende menos, esta página responde isso de frente, com o que os ensaios mostram e com o que precisa existir do seu lado.
A pergunta que você não vai fazer em voz alta
Funciona igual? Os ensaios dizem que sim. Uma revisão publicada no Canadian Medical Association Journal em 2024 reuniu 54 ensaios randomizados e 5.463 pacientes comparando terapia comportamental remota conduzida por terapeuta com a mesma terapia presencial, e encontrou diferença praticamente nula entre as duas.
O número é o que chama atenção: diferença padronizada de 0,02 a favor do presencial, num intervalo que atravessa o zero. Em linguagem direta, os dois formatos entregaram o mesmo, e a certeza da evidência foi classificada como moderada, que é alta para esse tipo de comparação.
A revisão cobriu ansiedade, depressão, insônia, dor crônica, imagem corporal, transtornos alimentares e zumbido. Se a sua próxima pergunta era se o seu caso é exceção, ela já passou por bastante coisa.
O que muda, então
O lugar, e só ele. A análise é a mesma: descrevemos o que você faz, em que contexto acontece e o que aquilo produz na sua vida, e dessa descrição sai a direção.
O que o vídeo exige a mais é cuidado com o ambiente, e isso se combina antes. Quem desiste raramente desiste por causa da tela: desiste porque tentou fazer terapia num corredor de passagem.
O que você precisa do seu lado
Um lugar onde ninguém entre no meio, fone de ouvido e um horário que dê para proteger. O fone importa mais do que parece: ele fecha a conversa para dentro e é o que permite falar baixo sem perder o fio.
Se a sua casa não tem esse lugar, o carro parado resolve, e sala por hora também. Vale combinar isso na primeira conversa, em vez de descobrir na terceira sessão que alguém escuta do outro cômodo.
O que o vídeo dá que a sala não dava
O tempo de trajeto volta para você. Sem deslocamento, sem estacionamento, sem sair mais cedo do trabalho, a sessão cabe num intervalo que hoje não daria para usar.
E a continuidade fica mais fácil de sustentar. Mudança de cidade, viagem, semana cheia, chuva forte: nada disso interrompe um processo que acontece de onde você estiver.
Quando eu digo que não é para você
Quando não existe lugar reservado e não dá para arranjar um. Quando a demanda envolve risco imediato, que pede serviço de emergência e não terapia semanal. E quando você já sabe, por experiência própria, que só engata olhando outra pessoa na mesma sala.
Nesses casos eu digo na primeira conversa e indico um colega. Atendo apenas por vídeo, então prefiro perder o atendimento a começar um que não vai servir.
O que costumam me perguntar antes.
Terapia online funciona mesmo?
Os ensaios dizem que sim. A revisão do Canadian Medical Association Journal de 2024 reuniu 54 ensaios randomizados e 5.463 pacientes e encontrou pouca ou nenhuma diferença entre a terapia comportamental remota conduzida por terapeuta e a presencial, com certeza moderada da evidência.
E no caso específico da ACT?
Existe ensaio de não inferioridade comparando ACT por telessaúde com ACT presencial para dor crônica, e a hipótese de não inferioridade se sustentou nos desfechos principais.
Você atende em outros estados?
Sim. O atendimento por vídeo vale para todo o Brasil, em português, no mesmo horário toda semana.
E se cair a chamada?
A gente retoma. Se a conexão não voltar em poucos minutos, eu remarco sem cobrar a sessão.
Preciso instalar algum programa?
Não. A chamada abre no navegador, pelo link que eu envio antes da sessão.
Hedman-Lagerlöf, E. et al. (2024). Therapist-guided remote versus in-person cognitive behavioural therapy: a systematic review and meta-analysis of randomized controlled trials. CMAJ, 196(10), E327.
Herbert, M. S. et al. Telehealth versus in-person Acceptance and Commitment Therapy for chronic pain: a randomized noninferiority trial. The Journal of Pain.
O primeiro passo é uma mensagem.
Você escreve quando puder e eu respondo pessoalmente, em até 24 horas úteis. Como funciona a primeira conversa está descrito na página inicial.
Se você está em risco agora, não espere a minha resposta. O CVV atende pelo 188, de graça, 24 horas por dia. Em emergência, ligue 192 ou procure o pronto-socorro mais próximo.